Operação da PF contra o crime organizado cumpre mandados na região

13 de maio de 2026

Ação coordenada pela FICCO/SC desarticulou grupo ligado ao tráfico de drogas

As cidades de Imbituba e Criciúma foram alvos centrais da Operação Impedimento, deflagrada na manhã desta terça-feira (12) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Santa Catarina (FICCO/SC). 

A ofensiva buscou desarticular a estrutura de um grupo criminoso suspeito de gerenciar o tráfico de drogas no estado. No Sul catarinense, a mobilização policial resultou em prisões preventivas e na apreensão de materiais ilícitos em endereços residenciais.

Mandados e apreensões na região

Em Imbituba, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em dois endereços distintos. Durante as buscas, as equipes localizaram e recolheram armas de fogo, munições e aparelhos celulares que serão utilizados para o aprofundamento das investigações. 

Já em Criciúma, a operação foi ainda mais contundente com a execução de dois mandados de prisão preventiva. Outras ordens judiciais de prisão e busca também foram cumpridas simultaneamente nas cidades de Lages, São José e Palhoça, consolidando o cerco contra a organização.

Desdobramentos da Operação Colapso

De acordo com as informações da FICCO/SC, as investigações que culminaram na operação de hoje são um desdobramento direto de materiais analisados durante a Operação Colapso, realizada em junho de 2025. 

Aquela ação anterior foi um marco no combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico, resultando em 38 prisões e no bloqueio judicial de mais de R$ 1,4 bilhão em ativos. O cruzamento de dados obtidos no ano passado permitiu identificar novos integrantes e braços operacionais do esquema que ainda atuavam em território catarinense.

Mobilização nacional

A ação em Santa Catarina não ocorreu de forma isolada, integrando a Operação Força Integrada II, coordenada nacionalmente pela Polícia Federal em 16 estados brasileiros. 

No panorama nacional, a mobilização cumpriu 165 mandados de busca e 71 de prisão contra facções envolvidas com tráfico de armas e lavagem de dinheiro. 

No estado, o trabalho é fruto da união de esforços entre a Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar e Polícia Penal, sob a coordenação da Secretaria Nacional de Políticas Penais, reforçando a estratégia de integração das forças de segurança para asfixiar o crime organizado.