Crime ocorreu em julho de 2025 no bairro Santo Antônio de Pádua; réu alega legítima defesa, mas versão é contestada por testemunhas
O homem acusado de matar Sandro Botelho, de 53 anos, a golpes de faca vai a júri popular nesta quinta-feira (29), no Fórum da Comarca de Tubarão.
O homicídio ocorreu em 28 de julho de 2025, no bairro Santo Antônio de Pádua, no momento em que a vítima tentou intervir em uma discussão entre a ex-esposa e o suspeito.
Relembre o caso
Segundo os autos do inquérito instaurado pela Polícia Civil, Sandro foi atingido por múltiplos golpes de faca na região do tronco após tentar apaziguar um desentendimento entre sua ex-companheira e o então namorado dela.
Em razão da gravidade das perfurações, a vítima morreu no local antes da chegada do socorro médico.
Após a agressão, o acusado fugiu do local do crime, mas se apresentou à Polícia Civil no dia seguinte. Ele teve a prisão decretada e foi encaminhado ao Presídio Regional de Tubarão.
Tese de legítima defesa
Em interrogatório prestado à polícia, o réu alegou ter agido em legítima defesa, sustentando que Sandro teria investido contra ele portando um pedaço de madeira.
Contudo, de acordo com o delegado responsável pelas investigações, a versão de legítima defesa foi desmentida por testemunhas presenciais ouvidas durante a instrução do processo, que afirmaram que a vítima estava desarmada.
Desde a data do homicídio, parentes e amigos de Sandro Botelho mantêm mobilizações nas redes sociais cobrando a responsabilização e a condenação do réu.
“Não queremos vingança, queremos justiça”, resumiu uma das filhas da vítima ao comentar a expectativa da família acompanhando a sessão do Tribunal do Júri.







