Empresário admitiu crime contra criança de 11 anos, mas responde em liberdade
Um caso de abuso sexual contra vulnerável chocou a comunidade do bairro Barracão, em Içara, e desencadeou uma onda de violência na região neste fim de semana.
Um empresário de 35 anos admitiu ter abusado de uma menina de 11 anos, amiga de sua enteada, durante uma “festa do pijama” realizada na madrugada de sábado (2).
O crime e a soltura
Segundo as investigações, o abuso ocorreu na residência do investigado enquanto a vítima dormia. Apesar de ter confessado o ato aos policiais e do depoimento detalhado da criança, o homem foi liberado após os procedimentos na delegacia.
A autoridade policial avaliou que, como o crime havia ocorrido horas antes da denúncia, não estavam mais presentes os requisitos técnicos para a manutenção da prisão em flagrante.
Revolta no grupo de moradores
A tensão escalou no domingo (3), quando o suspeito enviou uma mensagem em um grupo de moradores do bairro. No texto, ele tentou justificar o crime alegando que estava sob efeito de álcool e medicamentos para dormir, afirmando ter “apagado”.
A tentativa de justificativa, escrita em tom de despedida, provocou indignação imediata. No bairro Presidente Vargas, a Polícia Militar precisou intervir para conter uma tentativa de linchamento. Os envolvidos na agressão fugiram antes da chegada das viaturas.
Perseguição e agressão
A perseguição ao empresário terminou na cidade vizinha, Balneário Rincão. Ainda no domingo, ele foi localizado pela polícia após ser agredido por dois homens que estavam em um veículo. O investigado conseguiu escapar dos agressores e se esconder na casa da irmã.
De acordo com os policiais militares que atenderam a ocorrência, o homem apresentava ferimentos no rosto e estava em estado de confusão mental, possivelmente devido à ingestão de medicamentos, o que o impediu de relatar detalhes sobre os agressores.
A Polícia Civil do Sul catarinense agora conduz duas frentes de investigação: o inquérito sobre o abuso sexual da criança e os episódios de violência e perseguição contra o empresário. O caso segue sob sigilo para preservar a identidade da vítima menor de idade.











