Investigação aponta que produto clandestino era reembalado como nacional para enganar consumidores
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a “Operação Consumo Seguro”, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso de importação e comercialização ilegal de leite em pó.
A ofensiva teve desdobramentos diretos no Sul de Santa Catarina, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão no município de Tubarão.
Além da Cidade Azul, os agentes federais também atuaram nas cidades paranaenses de Barracão e Cascavel, totalizando quatro endereços revistados para colher provas sobre o funcionamento da organização.
Esquema de falsificação e contrabando
De acordo com as investigações iniciadas no Oeste catarinense, o grupo trazia o leite em pó clandestinamente da Argentina sem qualquer tipo de autorização dos órgãos competentes.
O produto era transportado até uma empresa com sede em Barracão (PR), onde ocorria a fraude principal: o leite estrangeiro era retirado de suas embalagens originais e inserido em pacotes de uma marca brasileira.
Com essa manobra, os criminosos conseguiam inserir o alimento no mercado nacional com aparência de produto regular, enganando revendedores e consumidores finais.
A maior preocupação da Polícia Federal, que deu nome à operação, é o risco sanitário envolvido na prática. Por ser um produto de origem clandestina e reembalado sem fiscalização, não há garantias sobre a procedência, as condições de higiene no manuseio ou mesmo o cumprimento dos prazos de validade.
A ausência de controle por parte da Anvisa e do Ministério da Agricultura torna o consumo desse leite perigoso, podendo causar danos à saúde da população, visto que o produto não passou pelos testes de qualidade exigidos para a comercialização no Brasil.
Continuidade das investigações
Os envolvidos no esquema criminoso agora enfrentam acusações graves. Segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa e contrabando, cujas penas somadas podem resultar em vários anos de reclusão.
Os materiais apreendidos em Tubarão e no Paraná serão analisados para identificar o alcance da rede de distribuição e verificar se outros estabelecimentos ou pessoas participavam da logística de venda do produto falsificado.











