A edição de número 98 promete ser uma das mais acirradas dos últimos tempos
Acontece neste domingo, dia 15, no Teatro Dolby, localizado no complexo Ovation Hollywood, em Los Angeles, Estados Unidos, a 98ª edição do Oscar. Considerado o prêmio máximo do cinema, a edição conta com indicação de filme e de um diretor de fotografia brasileiros.
O longa-metragem O Agente Secreto foi indicado em quatro categorias: Melhor Ator, Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco, a última sendo a novidade da edição da premiação. A outra indicação brasileira é de Adolpho Veloso, diretor de fotografia do filme Sonhos de Trem, da Netflix, que foi indicado em Melhor Fotografia.
Assim como na edição 97, o Brasil foi indicado, porém em maior quantidade. Em 2025, Ainda Estou Aqui brilhou em Melhor Filme Internacional, desbancando a produção espanhola Emilia Pérez, cotada para vencer naquele ano. O longa-metragem brasileiro ainda foi indicado na categoria de Melhor Filme e Melhor Atriz, com Fernanda Torres representando a produção, mas na ocasião, não venceu.
Para o crítico de cinema Gabriel Rodrigues, fundador do site Critical Room de Tubarão e comunicador da Rádio Tubá, o Brasil pode repetir a fórmula do sucesso na categoria de Melhor Filme Internacional, mas neste ano, a disputa é mais acirrada.
“O Agente Secreto mostrou capacidade quando venceu o Globo de Ouro e o Critics Choice Awards. Só que o problema dessa vez é que não tem polêmica para um só filme dominar na categoria. Temos outros tão bons quanto, como é o caso de Valor Sentimental, que representa a Noruega. A disputa fica entre Brasil e Noruega, e não tem como definir um favorito. É a disputa mais acirrada dos últimos anos na categoria”, afirma o crítico, que ano passado, cravou que Ainda Estou Aqui venceria o Oscar de Melhor Filme Internacional em uma rádio regional.
Sites internacionais colocam Brasil em segundo lugar
O Agente Secreto é descrito como um dos melhores filmes do Brasil nos últimos anos, com a atuação de Wagner Moura sendo muito elogiada pela imprensa estadunidense. Porém, mesmo assim descrito por muitos sites especializados em cinema nos Estados Unidos, o filme brasileiro foi colocado em segundo lugar.
Grandes revistas como Variety e Deadline apontam que Valor Sentimental deve vencer a disputa. No entanto, o Deadline, em 2025, apontou Emilia Pérez como o filme vencedor da categoria, o que não ocorreu, enquanto a Variety cravou Ainda Estou Aqui .
Em outras categorias em que o Brasil foi indicado, as chances são mínimas, de acordo com as revistas eletrônicas.
“A gente vê que o Brasil está empenhado em competir de igual para igual com blockbusters como Pecadores ou Uma Batalha Após a Outra. Mas fica nítido o desprestígio da categoria de Melhor Filme para um filme fora do eixo dos Estados Unidos. Embora o Brasil fique em segundo em previsões de Melhor Filme Internacional, o que não considero um absurdo, em Melhor Ator, Melhor Elenco e Melhor Filme, Wagner Moura e O Agente Secreto não figuram nem como uma segunda opção”, pontua o especialista.











