Jovem de 19 anos foi morta por asfixia após tentar terminar relacionamento; acusado manteve o corpo escondido por três dias
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Jaguaruna, denunciou nesta segunda-feira (24) um jovem de 21 anos pelos crimes de feminicídio qualificado e ocultação de cadáver contra sua namorada, Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, no município de Sangão.
A denúncia foi protocolada após a conclusão do inquérito policial, que apontou que a jovem foi assassinada por asfixia na madrugada do dia 7 de agosto, após manifestar a intenção de encerrar o relacionamento do casal.
Asfixia e mensagens
Conforme sustentado na denúncia pela promotora de Justiça Raísa Carvalho Simões Rollin, o acusado atacou a vítima pelas costas com um golpe de estrangulamento (“mata-leão”), anulando suas chances de defesa. Exames periciais comprovaram que Joviana tentou resistir ao ataque, apresentando lesões nas mãos e no pescoço provocadas pela tentativa de afastar a pressão do estrangulamento.
Após a morte da jovem, o denunciado manteve o corpo escondido dentro do próprio quarto por três dias, enrolado em cobertores. Para evitar suspeitas, o homem usou o celular da vítima para enviar mensagens de texto à mãe dela, simulando que a filha estava bem e mantendo uma rotina normal.
O cadáver foi localizado pela Polícia Militar em 10 de agosto, após familiares acionarem as autoridades pelo desaparecimento da jovem, que havia acabado de ingressar no ensino superior.
Júri popular e pedido de indenização
O MPSC atribuiu ao réu o crime de feminicídio com três qualificadoras:
Razão de gênero: violência doméstica e familiar praticada com menosprezo à condição feminina;
Meio cruel: emprego de asfixia;
Recurso que dificultou a defesa da vítima: ataque surpresa efetuado pelas costas.
Além da imputação pelo crime de ocultação de cadáver, o órgão requereu que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e solicitou a fixação de uma indenização mínima de R$ 100 mil para ressarcimento de danos morais à família de Joviana. O réu permanece preso preventivamente enquanto a Justiça analisa o recebimento da denúncia.







