Homem é acusado de comprar o combustível usado para incendiar o veículo com o corpo da vítima e auxiliar na fuga dos autores
A Polícia Civil de Laguna, por meio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC), efetuou a prisão preventiva de um homem de 26 anos nesta segunda-feira (30), apontado como peça-chave na execução do plano que vitimou Jair de Bem Figueiredo.
Segundo as investigações, o suspeito não teria participado diretamente dos golpes de faca, mas foi o responsável por toda a sustentação logística do crime.
Ele teria adquirido o combustível utilizado para carbonizar o carro com o corpo do empresário e utilizado seu próprio veículo para transportar os executores até a residência da vítima e, posteriormente, até o local da ocultação do cadáver.
Fuga e confissão parcial
Além do suporte no transporte e na queima de evidências, o setor de inteligência da polícia apurou que o homem auxiliou na fuga dos outros três autores, levando-os até uma cidade vizinha logo após o crime em uma tentativa de despistar as autoridades.
Durante o interrogatório realizado na DIC, o suspeito confirmou parte de sua participação nos fatos. Diante das evidências, ele foi conduzido ao Presídio de Laguna, onde permanece à disposição do Poder Judiciário enquanto o inquérito caminha para a conclusão.
Relembre o crime brutal
O caso veio à tona na manhã de 23 de março, quando moradores da região da Pedra do Frade localizaram um Chevrolet Tracker completamente incendiado.
No banco traseiro do veículo, foi encontrado o corpo carbonizado de Jair de Bem Figueiredo, de 47 anos. Jair era uma figura conhecida na “Cidade Juliana”: empresário do setor de panificação, ex-assessor parlamentar e servidor comissionado da Secretaria de Obras do município.
As investigações apontam que o homicídio ocorreu dentro da casa de Jair, no bairro Mar Grosso, onde foram encontrados sinais de luta e vestígios de sangue.
A vítima foi morta com golpes de faca e o corpo levado no próprio carro até o local isolado para ser queimado.
Três jovens (de 19, 20 e 24 anos) já haviam sido presos em flagrante poucas horas após o encontro do cadáver e confessaram o crime. De acordo com o delegado responsável, a principal linha de investigação indica que o assassinato pode ter sido motivado por uma tentativa de extorsão contra o servidor.











