EPISÓDIO 1 – APRESENTAÇÃO (PARTE 1)

3 de novembro de 2025

 

INTRODUÇÃO: Olá, meu irmão, minha irmã na fé. Aqui é o prof. Rudy de Assunção. Hoje iniciamos o nosso programa “O que a minha Igreja diz” aqui na Rádio Tubá. Diariamente eu apresentarei a você a doutrina da Igreja católica, a minha Igreja, a sua Igreja. Nosso programa sempre terá como ponto de partida um livrinho intitulado Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, que é um resumo, no formato de perguntas e respostas, de um livro muito maior, o Catecismo da Igreja Católica, o Catecismo amarelinho. Hoje eu quero apenas explicar a você a motivação desse programa.

 

E, para isso, eu preciso começar contando algumas coisinhas da minha história.

 

Eu dei os primeiros passos da minha vida de fé em Gravatal, onde nasci. Quem meu levou para a Igreja mesmo foi meu tio Luiz Gonzaga, o tio “Dal”. Ele foi meu primeiro catequista; ele me levou para as noveninhas de Natal. No fim do programa de hoje eu voltarei a falar dele. No Santuário do Coração de Jesus eu conheci as Irmãs Carmelitas Missionárias Teresianas, freiras espanholas, que tinham uma casa ali na cidade. Fui convidado para ser anjinho na coroação de N. Sra., mas na ocasião, no alto dos meus 6 anos, eu achei que eu ia ficar ridículo com uma túnica de cetim e duas asinhas de algodão. Vá lá, eu sou chato desde novo e minha mulher não vai me desmentir. Foi então que eu comecei a ser coroinha. Nos encontros de coroinhas eu notava que as irmãs usavam um livrinho muito simples, mas que explicava os objetos usados na Missa. Aquilo despertou em mim um interesse forte pela Igreja, até que as Irmãs me levaram para o Seminário de Orleans, dos Padres e Irmãos Josefinos de Murialdo, onde eu ingressei em 1997, aos 12 anos. No meu primeiro ano lá, eu resolvi bisbilhotar o corredor do dormitório dos padres, um local proibido para os seminaristas. Eu entrei numa sala, num quadrado apertado que era mais um depósito, cheio de papéis e tantas outras coisas. Havia nesse espaço uma estante alta de madeira. Eu vi que na prateleira mais havia um livro. (Só lembro a você ouvinte que eu não cresci no meio dos livros; eu lembro mais do plantio do fumo em São Miguel do que das páginas dos livros na minha infância). Então… Eu dei um jeito de puxar aquele livro, que caiu aos meus pés. Ele tinha capa dura e tinha como título Os doze a caminho[1]. Era um livro ilustrado de história da Igreja. Na capa estava o Papa São Paulo VI, de braços abertos e, atrás dele, Pedro e os Apóstolos saindo da barca, do Mar. Pedro apontava para frente, indicando o caminho para o seu sucessor, Paulo VI.Jesus amado! Como eu fiquei fascinado por aquilo. Eu li aquele livro tão vorazmente, tão apaixonadamente, que até hoje eu me lembro daquela sensação. Depois eu descobri na Biblioteca do Seminário a Barsa… Ah! Os jovens de hoje hiperconectados nem fazem ideia do que era pesquisar naqueles grossos volumes. Ali eu encontrei o verbete “Papas”. A história dos Papas estava resumida ali, com algumas imagens. O meu fascínio só crescia. Até que eu cometi o pior dos pecados bibliográficos: eu arranquei aquelas páginas da Barsa! Sim, confesso: minha culpa, minha máxima culpa. Eu fiquei conhecido como o seminarista que rasgou a Barsa (claro, quando fui descoberto um tempo depois). Além de ter tomado um copo de vinho de Missa naquela época, essa foi a minha grande transgressão daquele tempo. Mas qual a razão daquele impulso, daquela necessidade? Aquela era a minha história, da minha Igreja. Nomes que marcaram o passado, lugares pisados por eles e não por mim contavam quem eu era e qual o meu lugar no mundo. Antes de descobrir a minha vocação específica, eu descobri que era católico e o que isso significava. Fazer parte de uma família ampla, estendida pelo mundo, que crê num só Deus, num só Cristo, num só batismo. Uma Igreja querida e amada, pensada, planejada por Deus, que tem uma só fé. Eu era, sim, um adolescente, de 12, 13 anos, que mal tinha saído de Gravatal, cuja primeira viagem para o outro lado do mundo foi aquela em que tomei um ônibus da ZTL em Gravatal até a cidade de São Martinho, “Praia Redonda”, com dizia meu pai (até hoje não vi nem a Praia nem a parte redonda por lá). Mas o que me trouxe até ali começou em Belém, em Nazaré; antes, na terra de Abraão, Ur; no Egito, com Moisés. O caminho dos Doze também era o meu caminho. De algum modo, eu tinha ido a Galileia, Jerusalém, Roma… Depois eu comecei a ganhar amigos espirituais: Papas, sobretudo; João XXIII, mais que os outros, não só pela santidade, mas por ser gordo, bonachão, espirituoso e da roça. Rolava muita identificação na época.

 

 

Acho que falei demais de mim até aqui. Mas eu não poderia começar de um modo diferente. Pois o programa “O que a minha Igreja diz” começa com a minha tomada de consciência do que é ser católico e que ser católico deve ser uma adesão consciente a um chamado de Deus. Eu quero convidá-lo, a partir de hoje, a tomar esse caminho comigo. Pois eu sei que Deus não me quis só; não me jogou no mundo para vagar por aí com a Bíblia na mão em busca de uma comunidade que me agrade ou que se encaixe nos meus gostos. Ele me chamou para a sua Igreja, a Igreja d’Ele. Para a Igreja que ele deliberadamente fundou sobre o alicerce de 12 apóstolos falhos, mas motivados; inicialmente inseguros, mas apaixonados pelo Reino que ele anunciava até o ponto de 11 deles derramarem o seu sangue pelo Mestre. Por isso sempre me tocou o que diz Paulo aos Efésios, cap. 2, vers. 19-20: “Portanto, já não sois estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e familiares de Deus; edificados sobre o alicerce dos apóstolos e dos profetas, tendo como pedra angular o próprio Cristo Jesus”.

 

 

Você entende a força dessas palavras? Você faz parte; você não é um estranho, um estrangeiro; você não está abandonado, isolado; você faz parte de um corpo, de uma grande família. Por isso esse início de programa não foi sobre mim, mas sobre o “nós” da Igreja: nós, em torno de Jesus, da Trindade, somos uma totalidade, uma unidade. Nós somos a comunidade de Jesus Cristo. O autor da Carta aos Hebreus diz que devemos cuidar para que o nosso coração não endureça pela incredulidade, pela falta de fé, e nos pede que nos animemos mutuamente, pois “tornamo-nos companheiros de Cristo”; mas ele coloca uma condição: “contanto que mantenhamos firme até o fim a nossa confiança inicial” (Hb 3, 8). 

 

 

Minha função nesse programa será animá-lo a manter a confiança inicial dos seus pais quando lhe deram o batismo ou a sua quando entrou na Igreja; será a de reanimá-lo, caso esteja afastado ou desanimado; será de convidá-lo a entrar, caso esteja fora; será a de mostrar a você que Cristo está no nosso caminho quando seguimos no caminho que ele apontou, quando estamos na companhia dos seus amigos, dos seus apóstolos, dos sucessores dos seus apóstolos… Quero animá-lo a conhecer a fé da Igreja, que o Ritual da Batismo e da Crisma chamam de “razão de nossa alegria em Cristo Senhor”[2]. Preste atenção nessa frase pois ele será frequente aqui: “razão de nossa alegria em Cristo Senhor”.

 

 

O cristianismo é, fundamentalmente, uma mensagem de alegria. O nascimento de Jesus foi revelado aos pastores pelo anjo com uma frase que até hoje a Igreja usa para anunciar a eleição de um papa: “Eu vos anuncio uma grande alegria”. É por isso que Papa Francisco já nos lembrava em sua primeira exortação, Evangelii Gaudium (n. 1) o seguinte:“A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria”.

 

 

Acho que você já entendeu a nossa motivação, a razão de existir desse programa. Falar da fé da Igreja e como nela, neste mundo tão confuso e tão hostil em que vivemos tantas vezes, há um lugar, há um aconchego, há um abraço de Deus para você. Nós não vamos simplesmente ler e estudar textos; não somos meros repetidores. Ler o Catecismo, o Compêndio não será algo mecânico, mas vivo.

 

Enfim… Eu disse que voltaria a falar do tio Dal… Numa primeira sexta do mês, no Santuário do Coração de Jesus de Gravatal, o então seminarista William – hoje padre – estava fazendo uma celebração da Palavra, ajudado, dentre outros, pelo tio Dal, ministro da Comunhão. Uma toalhinha foi esquecida e o tio Dal foi para a sacristia buscá-la. Passaram-se alguns minutos e o Assunção, como era chamado por todos, não voltava. A ministra que servia com ele foi até a sacristia e o encontrou já sem vida, depois de um infarto fulminante, sentado na cadeira que o padre sempre usava. O corpo do tio Dal estava lá, inerte, diante do Crucificado que ficava sobre o balcão da sacristia. Ao lado do Crucifixo estava um quadro do então Papa Bento XVI, uma figura que eu estudo muito. E que, curiosamente, me deu as palavras certas para falar do tio Dal e, claro, de toda a vida cristã. Lembre-se: meu tio morreu servindo como ministro, dentro da igreja, durante uma liturgia… Bento XVI certa vez disse algo que valeu para o tio Dal, valeu para todos os que nos precederam na fé, vale para mim e para você: “Quem crê nunca está sozinho – nem na vida nem na morte” (24 de abril de 2005).

ENCERRAMENTO: Meu irmão, minha irmã, não deixe de nos acompanhar todos os dias aqui na Tubá. Se você quiser ler o Compêndio do Catecismo, ele está disponível no site do Vaticano ou em nossa Livraria Diocesana, no formato físico. Se você quiser acessar as gravações completas do nosso programa, entre em radiotuba.com.br, vá até o banner “O que a minha Igreja diz” e aproveite todo o nosso conteúdo por lá.

Um grande abraço e fique com Deus, na Igreja!


[1] de Attilio Monge e Bruno Simoneto, com ilustrações lindíssimas de Gianni de Luca.

[2] PONTIFICAL ROMANO, “Rito da Confirmação na Missa”, Paulus, São Paulo 2004, p. 26.

EPISÓDIO 1 – APRESENTAÇÃO (PARTE 1)

3 de novembro de 2025

 

INTRODUÇÃO: Olá, meu irmão, minha irmã na fé. Aqui é o prof. Rudy de Assunção. Hoje iniciamos o nosso programa “O que a minha Igreja diz” aqui na Rádio Tubá. Diariamente eu apresentarei a você a doutrina da Igreja católica, a minha Igreja, a sua Igreja. Nosso programa sempre terá como ponto de partida um livrinho intitulado Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, que é um resumo, no formato de perguntas e respostas, de um livro muito maior, o Catecismo da Igreja Católica, o Catecismo amarelinho. Hoje eu quero apenas explicar a você a motivação desse programa.

 

E, para isso, eu preciso começar contando algumas coisinhas da minha história.

 

Eu dei os primeiros passos da minha vida de fé em Gravatal, onde nasci. Quem meu levou para a Igreja mesmo foi meu tio Luiz Gonzaga, o tio “Dal”. Ele foi meu primeiro catequista; ele me levou para as noveninhas de Natal. No fim do programa de hoje eu voltarei a falar dele. No Santuário do Coração de Jesus eu conheci as Irmãs Carmelitas Missionárias Teresianas, freiras espanholas, que tinham uma casa ali na cidade. Fui convidado para ser anjinho na coroação de N. Sra., mas na ocasião, no alto dos meus 6 anos, eu achei que eu ia ficar ridículo com uma túnica de cetim e duas asinhas de algodão. Vá lá, eu sou chato desde novo e minha mulher não vai me desmentir. Foi então que eu comecei a ser coroinha. Nos encontros de coroinhas eu notava que as irmãs usavam um livrinho muito simples, mas que explicava os objetos usados na Missa. Aquilo despertou em mim um interesse forte pela Igreja, até que as Irmãs me levaram para o Seminário de Orleans, dos Padres e Irmãos Josefinos de Murialdo, onde eu ingressei em 1997, aos 12 anos. No meu primeiro ano lá, eu resolvi bisbilhotar o corredor do dormitório dos padres, um local proibido para os seminaristas. Eu entrei numa sala, num quadrado apertado que era mais um depósito, cheio de papéis e tantas outras coisas. Havia nesse espaço uma estante alta de madeira. Eu vi que na prateleira mais havia um livro. (Só lembro a você ouvinte que eu não cresci no meio dos livros; eu lembro mais do plantio do fumo em São Miguel do que das páginas dos livros na minha infância). Então… Eu dei um jeito de puxar aquele livro, que caiu aos meus pés. Ele tinha capa dura e tinha como título Os doze a caminho[1]. Era um livro ilustrado de história da Igreja. Na capa estava o Papa São Paulo VI, de braços abertos e, atrás dele, Pedro e os Apóstolos saindo da barca, do Mar. Pedro apontava para frente, indicando o caminho para o seu sucessor, Paulo VI.Jesus amado! Como eu fiquei fascinado por aquilo. Eu li aquele livro tão vorazmente, tão apaixonadamente, que até hoje eu me lembro daquela sensação. Depois eu descobri na Biblioteca do Seminário a Barsa… Ah! Os jovens de hoje hiperconectados nem fazem ideia do que era pesquisar naqueles grossos volumes. Ali eu encontrei o verbete “Papas”. A história dos Papas estava resumida ali, com algumas imagens. O meu fascínio só crescia. Até que eu cometi o pior dos pecados bibliográficos: eu arranquei aquelas páginas da Barsa! Sim, confesso: minha culpa, minha máxima culpa. Eu fiquei conhecido como o seminarista que rasgou a Barsa (claro, quando fui descoberto um tempo depois). Além de ter tomado um copo de vinho de Missa naquela época, essa foi a minha grande transgressão daquele tempo. Mas qual a razão daquele impulso, daquela necessidade? Aquela era a minha história, da minha Igreja. Nomes que marcaram o passado, lugares pisados por eles e não por mim contavam quem eu era e qual o meu lugar no mundo. Antes de descobrir a minha vocação específica, eu descobri que era católico e o que isso significava. Fazer parte de uma família ampla, estendida pelo mundo, que crê num só Deus, num só Cristo, num só batismo. Uma Igreja querida e amada, pensada, planejada por Deus, que tem uma só fé. Eu era, sim, um adolescente, de 12, 13 anos, que mal tinha saído de Gravatal, cuja primeira viagem para o outro lado do mundo foi aquela em que tomei um ônibus da ZTL em Gravatal até a cidade de São Martinho, “Praia Redonda”, com dizia meu pai (até hoje não vi nem a Praia nem a parte redonda por lá). Mas o que me trouxe até ali começou em Belém, em Nazaré; antes, na terra de Abraão, Ur; no Egito, com Moisés. O caminho dos Doze também era o meu caminho. De algum modo, eu tinha ido a Galileia, Jerusalém, Roma… Depois eu comecei a ganhar amigos espirituais: Papas, sobretudo; João XXIII, mais que os outros, não só pela santidade, mas por ser gordo, bonachão, espirituoso e da roça. Rolava muita identificação na época.

 

 

Acho que falei demais de mim até aqui. Mas eu não poderia começar de um modo diferente. Pois o programa “O que a minha Igreja diz” começa com a minha tomada de consciência do que é ser católico e que ser católico deve ser uma adesão consciente a um chamado de Deus. Eu quero convidá-lo, a partir de hoje, a tomar esse caminho comigo. Pois eu sei que Deus não me quis só; não me jogou no mundo para vagar por aí com a Bíblia na mão em busca de uma comunidade que me agrade ou que se encaixe nos meus gostos. Ele me chamou para a sua Igreja, a Igreja d’Ele. Para a Igreja que ele deliberadamente fundou sobre o alicerce de 12 apóstolos falhos, mas motivados; inicialmente inseguros, mas apaixonados pelo Reino que ele anunciava até o ponto de 11 deles derramarem o seu sangue pelo Mestre. Por isso sempre me tocou o que diz Paulo aos Efésios, cap. 2, vers. 19-20: “Portanto, já não sois estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e familiares de Deus; edificados sobre o alicerce dos apóstolos e dos profetas, tendo como pedra angular o próprio Cristo Jesus”.

 

 

Você entende a força dessas palavras? Você faz parte; você não é um estranho, um estrangeiro; você não está abandonado, isolado; você faz parte de um corpo, de uma grande família. Por isso esse início de programa não foi sobre mim, mas sobre o “nós” da Igreja: nós, em torno de Jesus, da Trindade, somos uma totalidade, uma unidade. Nós somos a comunidade de Jesus Cristo. O autor da Carta aos Hebreus diz que devemos cuidar para que o nosso coração não endureça pela incredulidade, pela falta de fé, e nos pede que nos animemos mutuamente, pois “tornamo-nos companheiros de Cristo”; mas ele coloca uma condição: “contanto que mantenhamos firme até o fim a nossa confiança inicial” (Hb 3, 8). 

 

 

Minha função nesse programa será animá-lo a manter a confiança inicial dos seus pais quando lhe deram o batismo ou a sua quando entrou na Igreja; será a de reanimá-lo, caso esteja afastado ou desanimado; será de convidá-lo a entrar, caso esteja fora; será a de mostrar a você que Cristo está no nosso caminho quando seguimos no caminho que ele apontou, quando estamos na companhia dos seus amigos, dos seus apóstolos, dos sucessores dos seus apóstolos… Quero animá-lo a conhecer a fé da Igreja, que o Ritual da Batismo e da Crisma chamam de “razão de nossa alegria em Cristo Senhor”[2]. Preste atenção nessa frase pois ele será frequente aqui: “razão de nossa alegria em Cristo Senhor”.

 

 

O cristianismo é, fundamentalmente, uma mensagem de alegria. O nascimento de Jesus foi revelado aos pastores pelo anjo com uma frase que até hoje a Igreja usa para anunciar a eleição de um papa: “Eu vos anuncio uma grande alegria”. É por isso que Papa Francisco já nos lembrava em sua primeira exortação, Evangelii Gaudium (n. 1) o seguinte:“A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria”.

 

 

Acho que você já entendeu a nossa motivação, a razão de existir desse programa. Falar da fé da Igreja e como nela, neste mundo tão confuso e tão hostil em que vivemos tantas vezes, há um lugar, há um aconchego, há um abraço de Deus para você. Nós não vamos simplesmente ler e estudar textos; não somos meros repetidores. Ler o Catecismo, o Compêndio não será algo mecânico, mas vivo.

 

Enfim… Eu disse que voltaria a falar do tio Dal… Numa primeira sexta do mês, no Santuário do Coração de Jesus de Gravatal, o então seminarista William – hoje padre – estava fazendo uma celebração da Palavra, ajudado, dentre outros, pelo tio Dal, ministro da Comunhão. Uma toalhinha foi esquecida e o tio Dal foi para a sacristia buscá-la. Passaram-se alguns minutos e o Assunção, como era chamado por todos, não voltava. A ministra que servia com ele foi até a sacristia e o encontrou já sem vida, depois de um infarto fulminante, sentado na cadeira que o padre sempre usava. O corpo do tio Dal estava lá, inerte, diante do Crucificado que ficava sobre o balcão da sacristia. Ao lado do Crucifixo estava um quadro do então Papa Bento XVI, uma figura que eu estudo muito. E que, curiosamente, me deu as palavras certas para falar do tio Dal e, claro, de toda a vida cristã. Lembre-se: meu tio morreu servindo como ministro, dentro da igreja, durante uma liturgia… Bento XVI certa vez disse algo que valeu para o tio Dal, valeu para todos os que nos precederam na fé, vale para mim e para você: “Quem crê nunca está sozinho – nem na vida nem na morte” (24 de abril de 2005).

ENCERRAMENTO: Meu irmão, minha irmã, não deixe de nos acompanhar todos os dias aqui na Tubá. Se você quiser ler o Compêndio do Catecismo, ele está disponível no site do Vaticano ou em nossa Livraria Diocesana, no formato físico. Se você quiser acessar as gravações completas do nosso programa, entre em radiotuba.com.br, vá até o banner “O que a minha Igreja diz” e aproveite todo o nosso conteúdo por lá.

Um grande abraço e fique com Deus, na Igreja!


[1] de Attilio Monge e Bruno Simoneto, com ilustrações lindíssimas de Gianni de Luca.

[2] PONTIFICAL ROMANO, “Rito da Confirmação na Missa”, Paulus, São Paulo 2004, p. 26.

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