Situação agravante foi registrada no antigo lixão na área do Iparque Unesc
Mais um caso grave de maus-tratos contra animais foi registrado na região nessa quinta-feira (29). Um cachorro foi encontrado ainda vivo dentro de um saco fechado, após ter sido abandonado no antigo lixão na área do Iparque Unesc, no bairro Sangão, em Criciúma.
O animal foi encontrado por uma protetora de animais local, que mostrou a situação através de suas redes sociais. Ela resgatou o cachorro e encaminhou à clínica veterinária.
O cachorro estava bem debilitado, com ferimentos pelo corpo e fratura no crânio, indicando violência intencional. Ele está sob cuidados em uma clínica veterinária de Criciúma.
Um laudo médico, divulgado nesta sexta-feira (30), indica que o animal possivelmente foi atingido por um tiro de chumbinho antes de ser colocado no saco, onde foi deixado para morrer no antigo lixão.
Segundo caso no mesmo dia na região
Este é o segundo caso registrado na região Sul do estado. Também nessa quinta-feira, a reportagem da Rádio Tubá denunciou o caso de um cachorro que foi envenenado na praça da Igreja Matriz de Oficinas.
A situação revoltou a comunidade e comerciantes locais que cuidam dos animais na praça, com comida, água e um casinhas nas proximidades. O animal foi encontrado morto por frequentadores do espaço do dominó.
O delegado da delegacia de Polícia Civil de Capivari de Baixo, Felipe Samir Ferreira, falou com a reportagem sobre as penalidades e crimes contra maus-tratos aos animais.
“A Lei de Crimes Ambientais, no artigo 32, prevê que praticados de abuso, maus-traços ou feriô-multilar animais constituem crime e apenas a detenção de 3 meses a 1 ano, além de uma multa. Caso um animal se trate de um cachorro ou de um gato, a pena é alterada, passa a ser reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e proibição de guarda. Se ainda o animal, em razão da conduta praticada pelo agente falecer, vai ter uma causa de aumento de pena, ou seja, o agente vai aplicar a pena entre 2 a 5 anos e depois vai aumentar mais de um sexto até um terço”, comenta o delegado.











