Crime mobilizou o projeto Guaipekinhas; boletins de ocorrência foram registrados para identificar os responsáveis
Um cachorro da raça poodle morreu após ter sido encontrado enterrado vivo em um terreno no bairro Campo da Aviação, em Imbituba.
O animal, batizado de Branquinho, chegou a ser resgatado por voluntários da causa animal e recebeu assistência veterinária, mas não resistiu à severidade das lesões decorrentes das agressões sofridas.
Sinais de extrema violência
O resgate do animal mobilizou voluntários do projeto de proteção animal Guaipekinhas. A situação começou a ser descoberta na noite de sexta-feira, 23 de outubro, quando uma moradora que caminhava com seu cão pela região percebeu que o pet escavava com insistência um ponto do terreno.
Ao verificar o local, a mulher encontrou o poodle parcialmente coberto de terra e desconfiou que ele estivesse morto.
Ao retornar ao local no dia seguinte, a moradora constatou que o cão ainda apresentava sinais vitais. Uma protetora voluntária foi acionada e dirigiu-se ao terreno acompanhada de um médico veterinário para efetuar a remoção do animal.
Conforme os relatos da equipe, o cão apresentava severos traumas corporais e havia uma corda junto ao corpo, levantando a suspeita de que ele tenha sofrido espancamento e tentativa de enforcamento antes de ser enterrado.
Localização de outros cães
Branquinho recebeu os primeiros cuidados em uma clínica veterinária local e posteriormente foi transferido para uma unidade especializada. Diante dos custos do tratamento, voluntários organizaram uma mobilização solidária nas redes sociais que conseguiu arrecadar o valor necessário para a cobertura das despesas médicas. Apesar dos procedimentos aplicados, o animal não resistiu às complicações causadas pelos maus-tratos.
Durante as varreduras realizadas no mesmo loteamento, os voluntários localizaram outros dois cães em situação de risco: um deles estava confinado no interior de um saco amarrado, enquanto o outro também apresentava marcas de contenção por cordas.
Denúncia ao Ministério Público
Os episódios de violência contra os animais foram formalizados por meio de boletins de ocorrência registrados junto à Polícia Civil, e o conjunto de informações foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para a abertura de procedimento investigatório.
Até o momento, não há informações sobre a autoria dos crimes nem a identificação de suspeitos.







