Centro é a região mais afetada da cidade
O crescimento nos índices de infestação do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya segue ganhando força em Tubarão com dados que preocupam as autoridades sanitárias.
De acordo com o último levantamento realizado pela Vigilância Epidemiológica, nesta quarta-feira (22), Tubarão já contabiliza 422 focos ativos, o que representa um aumento significativo em relação ao mesmo período do ano passado, quando haviam sido registrados 363 focos.
“Precisamos que cada morador de Tubarão seja um aliado no combate ao mosquito e dedique alguns minutos da semana para revisar seu quintal e eliminar qualquer ponto de água parada. O aumento no número de focos em nossa cidade é um sinal de alerta e a nossa principal defesa contra a dengue é impedir que o mosquito nasça. Por isso, pedimos que todos façam a sua parte para proteger a nossa comunidade”, destaca a secretária interina de saúde, Patrícia Marcon.
O mapeamento detalhado revela que o Centro é a região mais afetada, concentrando 50 focos do mosquito. Na sequência, as áreas com maior incidência são os bairros Recife, com 35 registros; Oficinas, com 34; Humaitá, com 33; Vila Moema, com 31; e Revoredo, com 30 focos. Outras localidades como Humaitá de Cima, Morrotes, Dehon, Monte Castelo e São João Margem Esquerda também apresentam números elevados, variando entre 20 e 27 registros cada.
A presença do vetor também foi confirmada em menor escala nos bairros Vila Esperança, Fábio Silva, Santo Antônio de Pádua e São Cristóvão. Além disso, as equipes de endemias identificaram focos isolados em pontos como São Martinho, Passagem, São Clemente, São João Margem Direita, Santa Luzia, Praia Redonda, Sertão dos Corrêas, Guarda Margem Direita, Cruzeiro, Mato Alto, Bom Pastor e KM 60.
No que diz respeito à situação epidemiológica dos moradores, o município registrou 62 notificações até o momento. Deste total, 55 casos já foram descartados e seis seguem em investigação como suspeitos. Atualmente, Tubarão possui apenas um caso confirmado da doença, do tipo autóctone, o que significa que a transmissão ocorreu dentro do próprio município. É importante destacar que não houve registro de internações hospitalares decorrentes de complicações da dengue durante o ano de 2026.











