Santa Rosa de Lima é reconhecida como capital nacional da meliponicultura

29 de agosto de 2024

Cidade se destaca pela prática da criação de abelhas sem ferrão


Santa Rosa de Lima, um pequeno município em Santa Catarina, conquistou recentemente o título de Capital Nacional da Meliponicultura, destacando-se pela prática da criação de abelhas sem ferrão.

Esse reconhecimento foi oficializado pela Lei 14.949/24, sancionada pelo presidente Lula e publicada no Diário Oficial da União em agosto de 2024. A proposta de lei, de autoria do deputado Darci de Matos, foi aprovada na Câmara dos Deputados, ressaltando a importância dessa atividade para o desenvolvimento econômico e ambiental local.

A diferenciação entre meliponicultura e apicultura é crucial nesse contexto. Enquanto a apicultura foca na criação da Apis melífera, as abelhas nativas sem ferrão, como a jataí, a mandaçaia e a borá, são o foco da meliponicultura. O município abriga atualmente mais de 25 mil colônias matrizes de 31 espécies diferentes de abelhas, o que é impressionante considerando a população local de aproximadamente 2.088 habitantes.

Jean Carlos Locatelli, meliponicultor pioneiro na região desde o final dos anos 1990, liderou a ampliação dessa prática em Santa Rosa de Lima. A cidade tem favorecido a atividade devido à sua topografia, que, segundo a senadora e relatora do projeto Ivete da Silveira, contribui significativamente para a criação de abelhas. Além disso, a cidade tem feito esforços para integrar a meliponicultura no cenário social e educacional, com projetos em escolas e unidades de saúde.

As abelhas sem ferrão desempenham papéis vitais nos serviços ecossistêmicos, como bioindicadoras e polinizadoras essenciais para a segurança alimentar global. Especificamente em Santa Rosa de Lima, a espécie Guaraipo (Melipona bicolor) é notável por sua contribuição à biodiversidade local. Essa abelha social, inclusa na lista de espécies ameaçadas de extinção, demonstrou ser fundamental na conservação e recomposição da vegetação nativa.

O impacto econômico da meliponicultura também é notável, proporcionando sustento para cerca de 100 famílias no município. A atividade não apenas promove a preservação ambiental e a conservação de espécies, mas também fortalece o desenvolvimento socioeconômico da região.

O título de Capital Nacional da Meliponicultura reforça o compromisso de Santa Rosa de Lima com práticas sustentáveis que aliam economia e ecologia. A cidade surge como exemplo de como a interseção entre conhecimento tradicional e inovações pode fomentar um futuro sustentável, servindo de inspiração para outras localidades.

A meliponicultura em Santa Rosa de Lima destaca-se como uma ponte entre tradição e modernidade, assegurando a continuidade e prosperidade da região ao abordar questões ambientais críticas, enquanto oferece modelos de negócios sustentáveis e lucrativos.

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