105 anos do nascimento de Albertina Berkenbrock, a “nossa Albertina”

11 de abril de 2024

A beata é sempre lembrada de forma carinhosa pelos fiéis


Neste dia 11 de abril, relembra-se do nascimento de Albertina Berkenbrock, que completa 105 anos. Natural de Imaruí, município do interior no Sul do estado, a menina é carinhosamente chamada como “a nossa Albertina” pelos fiéis da Diocese de Tubarão.

O Vice-Postulador da Causa de Canonização de Albertina Berkenbrock, padre Sérgio Jeremias, relembra dos 105 anos de nascimento da beata.

“Podemos dizer que o momento de nossa entrada na vida é o momento do início da realização do plano de Deus a nosso respeito. E Albertina entendeu muito isso, que o plano de Deus a seu respeito era viver na santidade, na simplicidade e em tudo aquilo que fizesse. Que ela inspire muito nossos adolescentes, jovens, os que estão na catequese em toda a nossa diocese a partir da Iniciação à Vida Cristã (IVC). Pedimos, também, que as pessoas que têm milagres, conseguidos pela intercessão de Albertina, enviem atestados médicos, relatórios por escrito, e entregue na paróquia de Oficinas ou na Cúria Diocesana”, fala o padre.

Relembre a história

Devota de Nossa Senhora e São Luiz Gonzaga, padroeiro da capela que frequentava, Albertina realizou sua primeira comunhão no dia 16 de agosto de 1928. Além de comungar sempre que podia, a jovem participava da vida religiosa e se confessava regularmente. Ela cresceu em um ambiente católico, simples e puro.

Albertina ajudava seus pais em casa e na roça, e mesmo que seus irmãos a mortificavam e até lhe batiam, ela suportava tudo em silêncio. Em casa, ela era tão dócil quanto na escola, com seus colegas de turma e professores. Ela se aplicou ao estudo do catecismo, conheceu os mandamentos de Deus e seus significados, principalmente o sexto, que tange à pureza e à castidade.

Da defesa de sua virgindade ao assassinato 

Em 15 de junho de 1931, a menina estava à procura de um boi que fugiu da propriedade, e quando percebe alguns chifres e corre em direção a eles, nota que eram outros bois. Ela acaba encontrando Indalício Cipriano Martins, mais conhecido como Maneco, o empregado de seu pai. Ao perguntar sobre o boi desaparecido, o homem lhe dá uma pista falsa para se aproveitar da jovem no local que falou para Albertina ir.

Conforme a história local, Albertina teria seguido a indicação de Maneco, adentrando na mata e ouvido alguns ruídos que pensava ser do boi. No entanto, era Maneco que se esgueirava na mata, e a menina dá de cara com o homem, que seria seu assassino.

Maneco teria dito sobre seus desejos de abusá-la sexualmente, mas Albertina, prontamente, sabe que é errado aos olhos de Deus e recusa. O empregado tenta tomar a jovem à força, que resistiu, mas foi derrubada por ele. Derrotado pela moralidade e pureza de Albertina, o assassino acaba por matar a jovem degolada com um punhal.

Albertina morreu aos 12 anos, virgem, devota de Nossa Senhora e São Luiz Gonzaga. Sua morte causou comoção em toda a comunidade, na cidade de Imaruí e região.

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